domingo, 28 de novembro de 2010
PSIU !
Passado e presente!!!!
Sou Téc. De enfermagem com uma experiência com mais de 13 anos em atendimento residencial e hospitalar, já acompanhei boa parte de algumas pessoas aqui do RJ e especificamente em alguns bairros como Barra, Recreio, Ipanema, Leblon, Centro e outros. Nunca havia me passado pela cabeça que o meu maior desafio seria logo minha mãe. Na situação em que ela encontra-se vejo hoje que realmente a profissão que não era a primeira opção e nem a segunda em escolher a alguns anos atrás seria de grande valia e benefício para meu maior tesouro. Hoje agradeço por toda experiência que adquiri não só pela parte didática, mas, por iniciativa em pesquisar sempre nas áreas que atuei e continuo atuando (Dependência Química, Idosos, Pós operatório e outras clínicas).
Por tudo que minha mãe passou desde do primeiro dia que vi seu ferimento na região glútea, local de difícil acesso para cicatrizar e cuidar, hoje posso afirmar para vocês que 80% do ferimento já esta cuidado e recuperado, mesmo com a incontinência urinária que ela tem, e com as oito trocas de fraldas por dia, o ferimento esta cicatrizando e hoje vejo isso não só como um bom trabalho, ma,s como uma grande vitória, pois tive que agir com emocional junto paralelamente com o meu lado profissional, combinação que ate aqui esta dando certo, pois entre lagrimas e sorrisos, as coisas estão acontecendo positivamente. Um grande abraço para todos.
(enfermagemcarlos@hotmail.com/equipe.limiar2010@gmail.com)
Por favor uma dose de paz sem gelo!!!!
Socorro! carioca da gema!!!!
Pois é, mais um dia aqui com vocês, e também como sei que todos estão a par no mundo todo, o RJ virou um verdadeiro cenário de guerra, eu como carioca legítimo vi com meus próprios olhos, percorrendo as ruas e muitos bairros do RJ, carros queimados e ônibus também. Quando me deparei com isso, me veio à seguinte pergunta o que fazer em um momento desses?
No dia 25/11 as 5hs40 da manhã eu já estava na Av.Brasil a caminho de mais uma consulta com minha mãe no INCA (em frente à Praça da Cruz Vermelha) e observando presenciei um caminho de cenário de guerra, carros queimados e pessoas assustadas nos pontos de ônibus. Nossa chegada foi muito tranqüila apesar do engarrafamento que nos custou uma chegada no INCA no horário de 8hs20.
Por volta das 11hs45 minutos já retornando para casa e na Av.Brasil percebi que a téc. De enfermagem recebeu uma chamada da base de radiofonia do setor transporte, que havia um carro pegando fogo na Av. Brasil na altura de Campo Grande. Ao passarmos por esse carro, percebi que estava totalmente destruído e o dono do carro, com um aspecto desesperador.
Chegamos a casa às 13hs, com segurança. Torço para que todos que tem que ir e vir cheguem com segurança, é o meu mais profundo desejo a todos os cariocas. Tenham um ótimo dia.
(enfermagemcarlos@hotmail.com/equipe.limiar2010@gmail.com)
Sempre em frente
Somatório
Hoje mais um dia de consulta (sexta feira/19-11-2010) saímos exatamente as 6hs15 e c éramos no INCA (Centro/Praça Cruz Vermelha) por volta de 8hs45. Como sempre um engarrafamento na Av. Brasil e uma retenção na altura de Manguinhos, devido a obras. Já dentro do INCA levei minha mãe para realizar exames de sangue e urina, e enquanto eram realizados os exames fui à procura de uma pessoal que além de ser a grande profissional que é entendeu que a vida humana esta a cima de qualquer oportunidade que possa tirar disso, desde já parabenizo por isso. Percebi hoje minha mãe mais determinada a querer ser ajudada e isso é merecedor de uma bela comemoração, dentro do elevador encontramos a profissional que comentei ai em cima, trocamos comprimentos e observei o quanto trata minha mãe com carinho, atenção e cuidado, realmente essa profissional esta no lugar certo. Ao termino de tudo, entre o sobe e desce nos andares do INCA saímos exatamente as 14hs35. Mais um dia somado na conta da minha mãe e a sensação de um grande paço para sua recuperação. Um abraço grande em você e toda sua família.
( enfermagemcarlos@hotmail.com/equipe.limiar2010@gmail.com)
KD a Ambulância ?
Transporte de ambulância eficiente de Nova Iguaçú
Mais um dia e estamos aqui, dividindo esse tempo um com outro. Hoje realmente o dia começou bem cedo, resolver muitas coisas e defender os direitos que minha mãe tem, pois os atos desumanos que a Secretaria de Saúde de Nova Iguaçú faz é lamentável, e muito triste. Á mais ao menos dois meses venho tentando marcar com a Secretaria de Saúde de Nova Iguaçú o agendamento do transporte (no caso da ambulância já que minha mãe precisa da maca). Na primeira vez fui muito bem recebi por um homem muito gentil da parte de transporte de ambulância, deixei tudo agendado, tudo na mais perfeita ordem.
Exatamente na véspera da consulta que seria realizada no INCA (Centro do RJ), sou informado de que não tem ambulância funcionando. Com a perda da consulta, minha mãe ficou sem medicamentos e sem revisão da consulta. Fui ao INCA e remarquei a consulta e no mesmo dia liguei para o setor responsável e agendei o transporte, mais uma vez fui muito bem atendido, e me via ali acreditado nas palavras de confirmação da ambulância. Para minha surpresa mais uma vez, na véspera fui informado que a ambulância tinha quebrado. Como vi o quadro de minha mãe agravando-se, mesmo com muitas dificuldades incluindo financeiras, providenciei em contatos com amigos um transporte, não adequado, mas, que minha mãe pudesse ser assistida pelo Médico.
Como minha mãe precisava realizar um exame, eu fui pessoalmente à Secretaria de Saúde de Nova Iguaçú que quem conhece é de difícil acesso, principalmente para quem tem problemas nas pernas ou cardíaco. Ao chegar ao local expus toda situação e o mesmo funcionário agendou o transporte para mim, mas, pediu-me se fosse possível ligar na véspera, pois poderia acontecer algo com a ambulância. Sai da Secretaria de Saúde de Nova Iguaçú muito preocupado, mas, acreditei que fosse apenas uma mera e boba preocupação minha. Na véspera da consulta liguei para o órgão responsável para marcar transporte de ambulância e fui surpreendido que não houvesse ambulância naquele dia. Lamentavelmente existe ai dois pontos óbvios, primeiro as consultas da minha mãe no INCA (Centro do RJ) eram todas nas sextas feiras e as ambulâncias pelo que entendi só quebravam nas sextas feiras. Um grande abraço pessoal.
(enfermagemcarlos@hotmail.com/equipe.limiar2010@gmail.com)
Prevenção para todos
HTLV1
Bom dia para todos, hoje vou dividir com vocês um momento específico. Há mais ao menos 10 anos atrás minha mãe descobriu quando foi doar sangue que estava com HTLV1, e como isso foi diagnosticada no HEMORIO, ela foi bem orientada a começar o tratamento o mais rápido possível. Ótima iniciativa do HEMORIO, mas, minha mãe não deu prosseguimento ao tratamento e abandonou por exatamente 10 anos. Hoje minha mãe apresenta o estágio linfomatosa do HTLV1 e PET (Paraparesia Espática Tropical).
Caso você conheça alguém que tenha HTLV1 e simplesmente decidiu não cuidar-se, por favor, oriente a essa pessoa a procurar a Fundação Oswaldo Cruz ou a alguma unidade de saúde de sua região, mas, que não permita negligenciar um tratamento tão sério. Obrigado!Um
(enfermagemcarlos@hotmail.com/equipe.limiar2010@gmail.com)
terça-feira, 16 de novembro de 2010
11hs da manhã, consulta no INCA!!!
Olá pessoal estamos aqui mais uma vez, lendo tudo aquilo que escrevo e que realmente vivi e estou passando. Em mais um dia de consulta no INCA do Centro(em frente a praça da Cruz Vermelha), cheguei com minha mãe mais ao menos umas 10hs ou 10:30, por ai, pois havíamos pego um engarrafamento na Av. Brasil e só nesse horário conseguimos chegar no INCA. O horário da consulta era 9:20, mas, infelizmente não consegui chegar.
Como eu não poderia levar minha mãe de volta sem consulta e sem medicamentos, me dirigi a recepcionista do 2 andar do ambulatório e pedi se fosse possível que outro Médico revisasse minha mãe ou se ela pudesse ser atendida por algum Médico da emergência, para as duas opções obtive um não, e logo em seguida perguntei se haveria alguém responsável em que eu pudesse falar. Fui indicado por uma supervisora, muito gentil onde eu expliquei o motivo do atraso. Quando ela caminhou para a porta do consultório e eu logo atrás, paramos e acompanhei seu aviso ao Médico que fora assim: "Dr. a paciente Maria Célia chegou atrasada e não foi possível ser consultada..." eu bem atrás da eficiente supervisora, disse: "Chegou atrasada não porque quis, mas, porque a Av. Brasil estava totalmente congestionada". O Médico começou a gritar desse jeito: "Saia daqui!, Vou chamar a segurança!, "Eu não vou atender a paciente!". Em menos de um minuto, esse tal Médico fui de uma grosseria, de uma frieza, pois em meu estado não me importava com o tom de voz em se dirigia a mim, mas, sim em minha mãe poder ser atendida, pois estava com muita dor e precisava do atendimento.
Olhei para a supervisora que estava visivelmente nervosa e abalada com tal grosseria, e perguntei a ela se minha mãe seria atendida?E enquanto eu perguntava a supervisora sobre como ficaria o atendimento de minha mãe ouvia-se o Médico de dentro do consultório, pois a porta estava aberta, que não atenderia minha mãe.
Sai e fui ver como estava minha mãe, e resolvi caminhar um pouco pelos corredores do INCA, e assim que comecei a caminhar, encontrei um educado voluntário do INCA, já um senhor idoso, mas, viasse em seus olhos o querer cuidar e ajudar a quem precisa, contei para ele o ocorrido e ele disse que havia uma Ouvidora no quarto andar. Fui até a Ouvidora e registrei o ocorrido e questionei, como pode um local onde pessoas necessitam de atendimento e cuidados e emergências, existir um profissional que fez juramento em salvar vidas, agir dessa forma. Espero que pelo menos alguém tenha notificado a ele sobre a ocorrência, pois não só minha mãe, mas, os pacientes do INCA precisam ser respeitado pois já sofrem o suficiente para serem maltratados. Ao chegar no andar, esperei por mais trinta minutos e minha mãe foi chamada.
Quando entramos no consultório, percebi que o tal Médico grosso e mal educado fez jus a sua vontade não atendeu minha mãe.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Viva apenas um dia de cada vez!!!!
Bem nem tudo que podemos e temos direito de ter, conseguimos ter em nossas mãos, e o que realmente é valioso para cada um de nós é indiferente para outros. Opinar na vida de outras pessoas passou a ser um meio de “lazer” para aquelas que mesmo tendo condições de ajudar realmente não o faz, apenas decide apontar e dizer como fazer. Eu passei por uma situação dessas e percebi o quanto mesquinhas são as pessoas.
Sabe para você que esta lendo nesse momento deve imaginar onde eu quero chegar ou se falei demais, mas, não é isso, eu apenas divido aqui um momento pessoal que estou passando. Há exatamente um ano descobri que minha mãe Maria Célia (mas, que gosta de ser chamada de “Célia”) estava com câncer, um bem agressivo ( Linfoma) onde tomou boa parte de uma de suas nádegas criando uma ferida de mais ao menos da largura de um pires e de uma profundidade da própria xícara. Mas, vejam bem... Isso é o que os Médicos descobriram, pois quando eu fui até seu apartamento em uma visita dessas de filho para mãe, percebi minha mãe praticamente com dificuldades de locomover-se, pedi a ela que deitasse e levantasse a saia, minha mãe, por teimosia e por vergonha não queria tirara a saia continuei insistindo e finalmente consegui convencê-la a levantar a saia. O que vi foi um ferimento bem pequeno em torno dele a pele estava totalmente escura.
No terceiro dia eu havia decidido a mudar-se temporamente para seu apartamento e cuidar melhor dela, mais ao menos por volta das 20hs ao lhe dar um pouco de chá com biscoito doce, conversamos um pouco e logo depois pedi para minha mãe deitar de bruços, pois eu precisava fazer o curativo e manter o local limpo. Ao começar a tirar o curativo tive uma dessas surpresas de enlouquecer qualquer filho único, seu ferimento estava tomado de “vermes”(memiase), levantei peguei uma pinça de sobrancelhas e com um copo cheio de álcool comecei a tirar um por um.
Diante da situação procuramos, como já havia mantido contato com Médicos priorizei mais ainda o atendimento hospitalar com urgência. Fui com minha mãe a UPA e lá apenas passaram remédio para dor e para sua pressão, pois estava naquele momento 180X80. Voltamos para casa e assim que coloquei minha mãe na cama fui ao telefone onde eu poderia entrar em contato com amigos e agilizar mais ainda.
No no dia seguinte por volta das 10hs da manhã, tiver um retorno de todos os pedidos de ajuda que pude fazer que um Médico especializado pudesse atender minha mãe, e que eu estivesse com ela por volta das 8hs do dia anterior, em Curicica. Saímos bem cedo e com aquela dificuldade para locomover-se, pois a dificuldade de sentar era muito grande e sacrificante para minha mãe. Chegando ao local foi atendida pelo Médico que agradeço muito de coração e o mesmo havia indicado minha mãe para o INCA, pois a ferida estava do aspecto de uma couve flor.
Diante da situação, e superando muita dificuldade inclusive financeira conseguimos quatro dias depois dar entrada no INCA (na unidade que fica atrás da rodoviária Novo Rio), foi colhido biópsia, foi feito todos os exames de sangue e fomos remarcados para futuro exames. Só que ainda não tínhamos resolvido a questão da dor, minha mãe estava sentindo dor 24hs sem parar e praticamente sem dormir e sofrendo. Quando retornamos para o INCA (Rodoviário Novo Rio) fomos recebidos por um Médico ao qual agradeço de coração que encaminhou minha mãe para o INCA (localizado no Centro, em frente à Praça da Cruz Vermelha).
No primeiro dia que entrei no INCA (em frente à Praça Cruz Vermelha) fomos encaminhados para os dois andar e lá aguardamos ser atendidos, quando chegou à vez de minha mãe em 30 minutos de pedidos de exames e avaliação física e psicológica a Médica decidiu internar minha mãe, por estar muito debilitada e visivelmente com uma dor insuportável. Foram mais de 35 dias internada no INCA revezando com minha esposa e familiares, mas, querendo fazer boa parte dos plantões acompanhando minha mãe, eu praticamente fiquei internado junto com ela, muitos exames, muitas pesquisas e poucas certezas. Entrava no quarto onde minha mãe estava internada no isolamento dos oito andar e sempre tinha uma esperança muito grande de que tudo aquilo seria uma passagem ruim que às vezes acontece em nossas vidas e com isso convivi com a expectativa de ao entrar os Médicos que estavam acompanhando minha mãe viessem com alguma noticia boa, esperançosa. Uma semana antes de ter alta, minha mãe realizou quimioterapia onde respondeu muito bem, e foi assistida por uma pessoa muito especial que cuidou pessoalmente do curativo de minha mãe, pela qual também agradeço de coração e aos Médicos que a acompanharam.
Quando minha mãe saiu de alta, foi um acontecimento tão maravilhoso em minha vida que senti um alívio diante do peso que entrei no momento da internação e olhar aquele hospital ficando para trás e com minha mãe ao meu lado na ambulância realmente não tenho como descrever, a agradecer muito a Deus.
Hoje minha mãe mora comigo, pois jamais a deixaria sozinha naquele apartamento frio, aqui em casa existem seis pessoas e com minha mãe tornamos sete, meus filhos tem as duas avós morando no mesmo teto e eu sempre digo a eles estão diante de um momento único e verdadeiro da história de nossa família, pois vão poder relatar o quanto foi bom ter ajudado e convivido com as duas avós, para seus filhos. Nesse momento minha mãe dorme, pois as medicações continuam sendo administradas. Diante disso tudo ainda tenho que lhe dar com pessoas que só sabem fazer uma coisa... opinar, opinar e opinar, mais nada. Mas, tudo bem diante disso tudo tenho que entender que são pessoas pequenas e que merecem ter a oportunidade de crescerem.
Bem pessoal dividi com vocês um pouco do meu momento crítico e divido com vocês as coisas do meu quintal... Um forte abraço no coração de todos e por favor, cuidem de seus entes querido pois o que deixamos de valor para nossos filhos e netos não é dinheiro, mas, um verdadeiro compromisso de cuidar bem das pessoas que realmente amamos. Agradeço a Deus pelos milagres diários e pela certeza de minha fé.
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